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8/1 – São Pedro Tomás, Confessor

Esse santo foi Procurador Geral da Ordem do Carmo na corte do Papa Clemente VI, em Avinhão, Bispo de Patti e Lipari, Legado Papal junto de reis e imperadores, para consolidar a paz entre eles e promover a união com as Igrejas Orientais, Arcebispo de Creta, e Patriarca Latino de Constantinopla.

São Pedro Tomás nasceu em 1305, em Salimaso, aldeola do Perigord, em França, numa família pobre, que tinha como única riqueza a sua fé católica. Muito cedo entrou para o convento carmelita, onde professou aos vinte anos. Foi ordenado sacerdote seis anos mais tarde, vindo a obter grau na famosa Universidade de Paris e dedicando-se ao ensino.

Em 1342, foi nomeado Procurador Geral da Ordem do Carmo. Segundo alguns, foi nessa função que recebeu de Nossa Senhora a promessa da perpetuidade de sua Ordem. Mudou-se então para Avinhão, onde esteve instalada a corte papal durante o chamado Cisma do Ocidente.

O Papa Inocêncio VI, reconhecendo o seu valor, nomeou-o seu Legado, e como tal enviou-o a Génova. No ano seguinte, nomeou-o Bispo de Patti e Coron, e seu representante junto do Imperador Carlos IV. Nessa qualidade, Pedro Tomás passou pela Sérvia, para tratar da reconciliação dos cismáticos com a Santa Sé. Foi depois à Hungria e finalmente a Constantinopla, a fim de negociar a reunião dos ditos ortodoxos com Roma.

No meio a todas essts ocupações, Pedro Tomás distinguia-se como um notável pregador e confessor admirável, que movia os corações mais endurecidos.

Uma outra missão que teve São Pedro Tomás foi a de, como Legado Universal para o Oriente, se pôr à frente de uma expedição militar visando deter os turcos, que ameaçavam, não só Constantinopla, mas toda a cristandade. Não sabemos qual foi o fim dessa expedição, mas Constantinopla não resistiria por muito tempo, e cairia em 1453, pondo fim ao Império Romano do Oriente.

Os carmelitas apontam este santo como sendo, já na sua época, um ardoroso defensor da Imaculada Conceição. A sua ardente devoção à Santíssima Virgem foi o farol que iluminou todas as suas acções. Sempre que podia, o santo, mesmo sendo bispo e depois patriarca, hospedava-se nos conventos de sua Ordem, cumprindo com exactidão todos os pontos das Regras, principalmente o que diz que o carmelita deve “meditar dia e noite na lei do Senhor”.

Logo que Pedro Tomás faleceu, em 6 de Janeiro de 1365, os milagres operados por sua intercessão vieram proclamar sua santidade. Alguns livros dos carmelitas apresentam-no como mártir, pois sucumbiu, “reduzido a pele e osso”, em decorrência de ferimentos recebidos à frente de batalhas.


Foto: José Goncalves [GFDL], via Wikimedia Commons

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