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5/3 – São João José da Cruz, Confessor

São João José da Cruz nasceu no dia da Assunção do ano de 1654, em Ischia, na ilha com esse nome que fazia parte do reino de Nápoles. De família nobre, foi baptizado no dia de seu nascimento, com o nome de Carlos Caetano. Dos seus irmãos, cinco consagraram-se ao serviço de Deus.

Aos 16 anos, Carlos Caetano pediu a admissão no convento dos Franciscanos, reformados por São Pedro de Alcântara. Fez tão rápidos progressos que, aos 19 anos, os superiores o mandaram para Piedimonte di Afile, aos pés dos Apeninos, dirigir um convento.

Como superior, o santo exigia dos seus súbditos muito silêncio, o recolhimento mais profundo, e uma submissão exacta às ordens dos superiores. Queria que recitassem o Ofício Divino com toda a atenção e solenidade, por respeito ao Deus Nosso Senhor que louvavam.

Depois de receber a ordenação sacerdotal, foi encarregado de ouvir confissões, tornando-se então manifesta a sua ciência teológica e experiência na vida espiritual, que havia adquirido na escola de São Boaventura, São Tomás de Aquino e Santa Teresa de Ávila, e na contemplação de Jesus crucificado.

São João José erigiu no terreno do seu convento cinco pequenas ermidas, nas quais os irmãos podiam isolar-se para se dedicarem à oração e à contemplação.

Aos 24 anos, foi escolhido para mestre de noviços. Procurou então levar os seus noviços a terem um ardente amor a Nosso Senhor Jesus Cristo e um grande desejo de O imitar, bem como uma devoção terna e filial à Santíssima Virgem.

Nesse tempo, os religiosos de São Pedro de Alcântara de Espanha tiveram uma dissensão com os de Itália, e obtiveram da Santa Sé autorização para deles se separarem. Os cardeais pensaram então em suprimir o ramo italiano, mas São João José defendeu com tanta eloquência a sua permanência, que os Franciscanos recolectos da Itália foram erigidos em província independente.

Em 1722, os religiosos franciscanos da observância obtiveram o Mosteiro de Santa Luzia, em Nápoles, para onde o santo se retirou, aí permanecendo até ao fim dos seus dias, para edificação dos seus irmãos de hábito.

Tendo a virtude da fé no grau mais elevado, dela provinha, como de uma fonte, um grande zelo para instruir os ignorantes nos mistérios da religião, a força, o fervor e a prodigiosa claridade com que expunha os sublimes dogmas da Trindade e da encarnação, da predestinação e da graça, e também o dom de acalmar apreensões e apaziguar dúvidas relativas à fé. Por fim, o mesmo espírito de caridade que o fazia tomar sobre si mesmo as doenças dos outros levava-o também a encarregar-se das suas penas espirituais.

Enfim, São João José da Cruz entregou a sua bela alma a Deus no dia 5 de Março de 1734. Conta-se que, no instante da sua morte, o Duque de Monte-Lione, estando em casa, viu surgir o P.e João José todo envolto em luz, que lhe disse: “Estou na bem-aventuraça.”

São João José da Cruz foi beatificado em 1789, e canonizado pelo Papa Gregório XVI, em 1839. As suas relíquias foram transferidas para o convento franciscano da ilha de Ischia, onde nascera, e onde é venerado até hoje.


Foto: DR

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