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14/6 – Santo Eliseu, Profeta

O Primeiro Livro dos Reis (19, 19-21) fala da seguinte maneira sobre a entrada do Profeta Eliseu nas páginas sagradas: “Tendo, pois, Elias partido dali, encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando com 12 juntas de bois; ele mesmo conduzia um dos arados das 12 juntas de bois; e, chegando Elias junto de Eliseu, pôs a sua capa sobre ele. Eliseu, deixando imediatamente os bois, correu após Elias, e disse: ‘Permite-me que vá beijar meu pai e minha mãe, depois seguir-te-ei.’ Elias respondeu-lhe: ‘Vai e volta, porque eu fiz por ti o que me tocava.’ Tendo Eliseu deixado Elias, tomou uma junta de bois, matou-os, e com o arado dos bois cozeu as carnes, deu-as ao povo e comeram. Depois levantou-se, partiu, seguiu Elias e servia-o.”

Mas é o Segundo Livro dos Reis que nos fornece mais dados sobre este profeta. Conta o narrador sacro que, “quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu num remoinho, Elias e Eliseu partiram de Galaga” (2, 1). Aí, o primeiro quis por três vezes separar-se do discípulo, mas este dizia-lhe: “Viva o Senhor e viva a tua alma, eu não te deixarei.”

Finalmente, quando estavam à borda do Jordão, Elias disse a Eliseu: “’Pede-me o que queres que eu te alcance, antes que eu seja arrebatado de ti.’ Eliseu respondeu: ‘Peço que seja duplicado em mim o teu espírito.’ Elias respondeu: ‘Dificultosa coisa pediste; todavia, se me vires quando me arrebatarem de ti, terás o que pediste; mas, se não me vires, não o terás.’ Continuando o seu caminho a conversar entre si, eis que um carro de fogo e uns cavalos de fogo os separaram um do outro. Elias subiu ao céu no meio de um remoinho. Eliseu viu-o e clamou: ‘Meu pai, meu pai, carro de Israel e seu condutor.’ E não o viu mais. (…) Levantou do chão a capa que Elias tinha deixado cair e, voltando, parou à borda do Jordão. Pegando a capa que Elias tinha deixado cair, disse: ‘Onde está agora o Deus de Elias?’ Feriu as águas e elas dividiram-se para uma e outra parte, e Eliseu passou. Vendo isto, os filhos dos profetas, que estavam em Jericó, na margem oposta, disseram: ‘O espírito de Elias repousou em Eliseu’” (2, 9-15).

Depois disso, o profeta trocou as más qualidades de água de Jericó; socorreu o exército de Josafat e Jorão, que estavam a morrer de sede, e predisse-lhes que alcançariam uma vitória completa sobre os moabitas; aumentou milagrosamente o azeite que uma pobre viúva tinha em casa; ressuscitou o filho duma mulher sunamita; curou a lepra de Naamã, general sírio; predisse os males que Hazael causaria aos israelitas e anunciou a Joás, Rei de Israel, que obteria tantas vitórias aos sírios quantas vezes ferisse a terra com a sua flecha; como Joás a ferisse por três vezes, o profeta irritou-se contra ele e disse que se tivesse ferido mais vezes, mais vitórias teria, mas como ferira só três vezes, só obteria três vitórias, profecia que se cumpriu com exactidão.

Continua o escritor sacro: “Morreu, pois, Eliseu e sepultaram-no. Neste mesmo ano, vieram uns guerrilheiros de Moab sobre o país. Uns homens que estavam a sepultar um homem viram os guerrilheiros e lançaram o cadáver no sepulcro de Eliseu. Logo que o cadáver tocou os ossos de Eliseu, o homem ressuscitou e levantou-se” (13, 20-21). Santo Eliseu viveu no século ix antes de Cristo.

A Ordem do Carmo, recordada pela sua origem no Monte Carmelo, quis perpetuar a memória da presença e das obras dos grandes profetas Elias e Eliseu através da uma celebração litúrgica. Por isso, o seu Capítulo Geral de 1399 decretou a celebração da festa de Santo Eliseu, no mesmo dia em que era celebrada desde o século viii pelas Igrejas orientais, ou seja, no dia de hoje.

São Jerónimo, segundo o Martirológio Romano, diz que “o seu sepulcro, onde repousa também o profeta Abdias, incute pavor aos demónios”. Pelo que podemos invocá-lo nas tentações diabólicas.


Foto: DR

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