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5/2 – Santa Águeda ou Ágata, Virgem e Mártir

Uma das mais veneradas virgens mártires da antiguidade cristã, condenada à morte pela sua corajosa profissão de fé em Catânia, na Sicília. Segundo uma antiga tradição, baseada em Actas compostas muito depois do martírio, este ocorreu durante a perseguição de Décio (250-253).

Essas Actas, que chegaram até nós em duas recensões gregas e uma latina, concordam em quase tudo, exceptuando pequenos pormenores, e parecem derivar de uma fonte comum.

A notícia que o Martirológio Romano traz sobre esta santa é baseada nessas Actas: “Em Catânia, na Sicília, o natalício de Santa Águeda. No tempo do Imperador Décio, sob o juiz Quinciano, esbofetearam-na, alçaram-na no cavalete, distenderam-lhe os membros, amputaram-lhe os seios, e rolaram-na sobre cascalhos e brasas. Encerrada no cárcere, por fim expirou, enquanto rezava a Deus”.

De acordo ainda com essas Actas, Águeda era filha de uma família ilustre, e era notável por sua beleza. O senador Quintiano quis casar-se com ela; vendo que as suas propostas eram resolutamente rejeitadas, colocou-a sob os cuidados de uma vil mulher, cujas artes de sedução depararam com a insuperável firmeza da virgem. Então Quintiano sujeitou-a às várias e cruéis torturas narradas no Martirológio.

Segundo as Actas, São Pedro apareceu-lhe na prisão e curou-a de todos os seus ferimentos, tendo ela sucumbido em consequência de novos tormentos.

Santa Águeda é padroeira de Catânia, e o seu culto divulgou-se desde muito cedo, tornando-a tão célebre como Santa Luzia, padroeira de Siracusa. O seu nome figura no cânone da Missa, e em Roma chegou a haver mais de 12 igrejas em sua honra.


Foto: Estátua de Ágata próximo a entrada das catacumbas - Berthold Werner [GFDL], via Wikimedia Commons

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