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29/3 – São Constantino da Cornualha, Rei e Mártir

De acordo com uma antiga tradição, São Constantino foi Rei de Cornuall – ou Cornualha, em português –, pequeno reino de Inglaterra. Era filho de Paternus, Rei desse país, e casou-se com a filha do Rei da Bretanha.

Os dados sobre a sua vida divergem. Segundo uns, tendo a esposa falecido, recusou deixar-se consolar, entregou o reino ao filho e, dizendo adeus a todos, cruzou o estreito e foi para Irlanda.

Segundo outros, Constantino levou uma vida dissoluta, abandonou a esposa para melhor levar uma vida desregrada, e meteu-se em conflitos armados. Convertido ao cristianismo por uma graça recebida por ocasião da notícia da morte da esposa, recebeu o baptismo, renunciou aos direitos reais, e retirou-se para um mosteiro irlandês, entregando-se à oração, à meditação da Palavra de Deus e às práticas de penitência, a fim de expiar os desmandos da sua vida anterior.

Seja como for, é certo que entrou num convento onde, após sete anos de vida monástica, foi ordenado sacerdote e voltou para a sua terra natal como missionário, a fim de converter ao cristianismo os seus antigos súditos. Procurou então São Columba, o grande apóstolo da Escócia, e associou-se a ele nas suas viagens apostólicas. Foi neste período que chegaram a Inglaterra, enviados pelo Papa Gregório Magno, os missionários beneditinos chefiados por Santo Agostinho de Cantuária, que se dedicaram com afinco à evangelização daquele povo.

Columba e Constantino desenvolveram intenso apostolado, enfrentando inúmeras fadigas e perseguições. Fundaram vários conventos para a formação de monges missionários e construíram igrejas, pondo as bases duma cristandade que se tornou gloriosa.

Pouco depois, São Constantino foi enviado por São Kentigern, Bispo de Glasgow, a pregar a palavra de Deus em Galloway, no sudeste da Escócia. Aí, segundo uns, entrou para um mosteiro, no qual foi eleito abade, onde viveu uma vida longa e santa e onde morreu. De acordo com outra tradição, fundou o Mosteiro de Govam, em Clyde, e, já com extrema idade, pediu a Deus a graça de derramar o seu sangue por Jesus Cristo. Uma voz do céu prometeu-lhe o que queria.

São Constantino foi então evangelizar a ilha de Kintyre, onde foi emboscado por pagãos quando pregava numa praça pública. Os sem-Deus amputaram-lhe tão cruelmente um braço, que ele sangrou até morrer. Assim, em 598, o Rei de Cornualha, convertido em fervoroso missionário da sua terra, tornava-se o primeiro mártir, pedra angular duma nova Igreja da Escócia.

O seu culto teve notável difusão na Escócia e na Irlanda, e a sua festa foi colocada no dia 11 de Março.


Foto: IPCO

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