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24/2 – São Sérgio Eremita, Mártir

Segundo a tradição, este santo eremita sofreu o martírio no ano de 304, sendo imperadores Diocleciano (284-305) e Maximiano (286-305).

Sob esses imperadores, vigorou violenta perseguição aos cristãos no Império Romano. Alguns governadores regionais obedeciam às iníquas ordens imperiais sem grande convicção; outros, porém, como Sabrício, governador da Arménia e da Capadócia, para se mostrarem zelosos e angariarem assim a estima dos imperadores, levaram a perseguição a extremos de crueldade.

Desse modo, passando Sabrício por Cesaréia, ordenou que lhe trouxessem todos os cristãos da cidade para urgir ao cumprimento dos decretos. Ora, essa ordem coincidia exactamente com os sacrifícios anuais que os pagãos faziam em honra de Júpiter, considerado o mais poderoso dos deuses pagãos. Os cristãos foram, pois, intimados a apresentar-se diante do templo desse deus para lhe oferecerem incenso, reconhecendo assim a sua divindade; caso contrário, seriam postos a ferros e condenados à morte.

Foi então que Sérgio, um antigo magistrado que se tinha tornado monge e vivia no isolamento, por inspiração do alto, desceu a Cesaréia, misturando-se com a turba dos pagãos, enquanto o sacerdote deles se dirigia aos deuses utilizando fórmulas mágicas. A oração ao verdadeiro Deus que Sérgio fazia em seu interior fez paralisar totalmente o sacrifício do sacerdote, cujas palavras de conjura ao demónio presente no ídolo se tornaram ocas.

Para tentar explicar o que estava a acontecer, o sacerdote dirigiu-se à multidão dos pagãos dizendo-lhe que os deuses estavam a mostrar a sua irritação pelo facto de se conceder liberdade aos cristãos.

Sérgio então adiantou-se, e increpou-o em alta voz: “Sacrificador sacrílego! Porque fazes crer que os teus deuses estão irritados? Foi o Senhor Jesus Cristo que fechou a boca mentirosa aos teus demónios. Acabo de O invocar com essa intenção, e Ele ouviu-me para dar ensejo de desenganar todo este povo e o levar a conhecer a verdadeira religião.

O destemido eremita foi então levado à presença do governador, que o intimou a sacrificar aos deuses, pois caso contrário morreria. Sérgio preferiu ser decapitado, o que ocorreu no dia 24 de Fevereiro. Na noite seguinte, os cristãos recolheram o corpo do mártir e enterraram-no na propriedade de uma senhora piedosa. Mais tarde, essas relíquias foram transferidas para Espanha, para a cidade de Béula, hoje Úbeda, na Andaluzia.


Foto: IPCO

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