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2/1 – São Basílio Magno, Bispo e Doutor da Igreja

Bispo, Confessor e Doutor da Igreja, São Basílio recebeu o título de Pai dos monges do Oriente, tal como São Bento é considerado o Patriarca dos monges do Ocidente.

São Basílio de Cesareia da Capadócia, na Ásia Menor, nasceu numa família de santos. Sua avó paterna foi Santa Macrina, a Antiga, que confessou a fé em Jesus Cristo durante a perseguição de Maximiano Galério. Seus pais foram São Basílio, o Velho, e Santa Emília, filha de um mártir. Dos seus nove irmãos, mais três seriam elevados às honras dos altares: Santa Macrina, a Jovem, São Gregório de Nissa e São Pedro de Sebaste. Este santo, seu irmão Gregório de Nissa, e seu amigo Gregório Nanzianzeno formam o trio chamado dos três capadocianos.

Basílio nasceu em Cesareia no final do ano 329. Seu pai, advogado e professor, pertencia a uma família rica da região do Ponto, considerada latifundiária. A mãe era de uma família nobre da Capadócia. O menino foi entregue aos cuidados de sua avó Macrina para a primeira educação. Afirmará ele depois: “Nunca mais olvidei as fortes impressões que deixaram na minha alma ainda tenra as palavras e os exemplos dessa santa mulher.” Inicialmente, estudou com o pai, depois em Cesareia, Constantinopla, e Atenas. Nas duas últimas, teve como condiscípulo São Gregório Nanzianzeno, a quem se uniu em estreita amizade, e a quem devemos muitos dados da sua vida.

Com efeito, São Gregório atesta no panegírico de seu amigo: “Ambos tínhamos as mesmas aspirações; íamos atrás do mesmo tesouro, a virtude. Só conhecíamos dois caminhos, o da igreja e o das escolas públicas. Não tínhamos nenhuma ligação com os estudantes que se mostrassem grosseiros, impúdicos ou desprezassem a religião, e evitávamos os que tinham conversas que pudessem ser-nos prejudiciais. Tínhamo-nos persuadido de que era uma ilusão misturarmos-nos com os pecadores sob pretexto de procurar convertê-los, e de que deveríamos temer sempre que eles nos comunicassem o seu veneno. A nossa santificação era o nosso grande objectivo: sermos chamados e sermos efectivamente cristãos. Nisso fazíamos consistir toda a nossa glória.”.

Basilio desejava levar uma vida monástica. Resolveu por isso viajar pela Síria, a Mesopotâmia e o Egipto, para visitar os vários monges desses lugares, a fim de adquirir um conhecimento profundo dos deveres do género de vida que tinha adoptado. É preciso notar que a vida religiosa em comum dava os seus primeiros passos, e ainda não havia aparecido quem a ordenasse, como fez depois São Bento no Ocidente. Ao regressar, retirou-se para o reino do Ponto, onde já se haviam fixado sua mãe e sua irmã, que tinham fundado um convento feminino nas margens do Íris. Na margem oposta, Basílio fundou um convento masculino, que dirigiu durante quatro anos. Nele ingressaram também seu amigo Gregório Nanzianzeno e seus irmãos Gregório de Nissa e Pedro de Sebaste.

O governo que Basílio exercia no mosteiro era muito suave, mais de exemplo do que de palavras. A sua doçura e paciência eram a toda prova. Os monges levantavam-se antes do despontar do dia, para louvar a Deus com a oração e o canto dos salmos. Liam os Livros Sagrados e alternavam a oração com o estudo, dedicando-se, nos tempos livres, ao trabalho manual. De quando em quando, Basílio reunia-os para ouvir as suas dúvidas e propostas, e orientava-os no caminho da perfeição. Foi assim que surgiu a sua obra Regras Maiores e Menores, suma de catequese monacal, indispensável no desenvolvimento da vida cenobítica.

Graças a São Basílio Magno, a vida em comunidade iria afinal firmar-se no cristianismo, dando base ao movimento monacal que forjou a Idade Média.

São Basílio, depois arcebispo de Cesareia por vontade do povo, foi declarado Magno e Doutor da Igreja. Faleceu no dia 1 de Janeiro de 379.


Foto: Asia [CC BY-SA 4.0], via Wikimedia Commons

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