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5/12 – São Sabas Abade, Confessor

Tendo sido um dos principais criadores do monaquismo na Palestina, deu, com a sua regra, um impulso notável a toda a vida religiosa no Oriente. Fundou vários mosteiros, tornando-se célebre o que tinha o seu nome.

São Sabas nasceu em Metala, na Capadócia (actual Turquia), no ano de 439. Teve uma infância difícil porque, tendo ficado órfão, os parentes disputavam-lhe a herança. Desgostoso, procurou refúgio num mosteiro quando era ainda muito jovem. Tendo sido bem recebido, apesar da idade, foi criado no temor e no amor de Deus.

Sabas foi discípulo de Santo Eutímio, que, durante dez anos, acompanhou os seus progressos na vida cenobítica (vida comunitária num mosteiro) e depois lhe permitiu que passasse a viver como anacoreta (ou seja, como eremita, no isolamento). O santo passou a viver numa gruta, onde se dedicava à oração e ao trabalho. Passava o domingo no mosteiro para assistir aos ofícios divinos, e depois voltava à sua caverna.

O inimigo do género humano não podia suportar tanta perfeição, pelo que o tentava e perseguia frequentemente, aparecendo-lhe sob a forma de serpentes e de animais ferozes, para lhe perturbar a oração. Mas São Sabas, com o auxílio de Deus, vencia sempre o inimigo infernal.

Quando morreu Santo Eutímio, numerosos eremitas foram colocar-se sob a direcção de São Sabas. Chegaram a ser cento e cinquenta, aos quais Deus provia de maneira maravilhosa, através de pessoas piedosas, que lhes davam grandes esmolas. O santo fundou mais sete mosteiros, tornando-se pai de inúmeros monges.

Entretanto, como a vida é uma luta, e a cruz é o regalo com que Deus premeia os seus servidores, alguns monges começaram a maltratá-lo e a persegui-lo, de modo que ele foi refugiar-se noutra gruta, voltando assim à sua vida de anacoreta.

Aí, sucedeu-lhe um facto que é digno dos Fioretti de São Francisco de Assis: estando entregue à oração, apareceu-lhe um grande leão, que fizera da mesma gruta a sua morada. A fera esperou que o santo terminasse a oração, e depois entrou na gruta e começou a puxá-lo pela manga do hábito, tentando tirá-lo da sua morada. Então, Sabas disse ao leão: “Se queres, fiquemos os dois aqui, pois a gruta é suficientemente espaçosa. Se não, vai-te embora, porque eu também sou uma criatura de Deus, e além disso fui criado à sua imagem e semelhança.” Ouvindo isto, o leão retirou-se, deixando a gruta para o santo.

Por três vezes São Sabas interveio junto dos imperadores do Oriente a favor do bem público e da liberdade da Igreja. No tempo de Anastácio I, dez mil monges corresponderam ao seu apelo, intervindo a favor dos bispos perseguidos da Palestina. Outra vez, tendo já noventa anos, Sabas dirigiu-se a Constantinopla a fim de implorar a clemência de Justiniano para os samaritanos revoltados, e foi bem sucedido.

São Sabas faleceu em 532. O seu culto foi introduzido em Roma no século seguinte, por monges orientais que para ali fugiram quando da perseguição dos árabes.


Foto: IPCO

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