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4/3 – São Casimiro, Rei e Confessor

Detentor de merecidos títulos de grandeza terrena como Príncipe da Polónia e Rei natural da Hungria, São Casimiro foi maior ainda pela sua inteira submissão à vontade de Deus. Seguindo as pegadas de Nosso Senhor Jesus Cristo, procurou moldar a sua alma segundo a fisionomia moral do Divino Redentor, tornando-se o primeiro santo jovem leigo da era dita moderna.

Casimiro nasceu em 14 de Outubro de 1458, e era neto de Vladislau II Jagiello, Rei da Polónia, que introduziu o cristianismo na Lituânia, e segundo filho de Casimiro IV e de Isabel, princesa austríaca, que por sua vez era filha de Alberto II, Imperador da Alemanha e Rei da Boémia e da Hungria. Seu tio Vladislau III, Rei da Polónia e da Hungria, morreu em Varna, em 1444, defendendo a cristandade contra os turcos.

A primeira educação do joven príncipe foi confiada ao P.e Dlugosz, historiador polaco e cónego em Cracóvia, depois Arcebispo de Lvóv (Lemberg), e a Filipe Buonaccorsi, chamado Calímaco, professor renascentista que ensinou aos pupilos latim e retórica. Casimiro, que tinha nove anos quando foi colocado sob a sua orientação, já era notado pela sua inteligência e ardente piedade.

Quando Casimiro tinha 13 anos, uma facção húngara que estava descontente com o Rei Matias Corvino ofereceu-lhe o trono do país. Desejoso de defender a cruz contra os turcos, que ameaçavam continuamente o Ocidente, o jovem príncipe pôs-se à frente dos rebeldes para ir conquistar a prometida coroa. Mas não teve sucesso, e voltou à Polónia como fugitivo, retornando aos estudos com o P.e Dlugosz, com quem permaneceu até 1475.

Casimiro era um jovem de grande encanto pessoal e de carácter, e era notado particularmente pela sua justiça e castidade. Tinha grande prazer na oração, e sentia-se muito bem na igreja, que era o seu lugar predilecto, comentando: “Em parte alguma me sinto tão bem como nos degraus do altar. Tendo de escolher entre a casa, o jogo, a dança e outros divertimentos, dispenso-os todos para estar na igreja.”

O virtuoso príncipe assistia à Santa Missa com recolhimento admirável. Tendo mais idade, levantava-se durante a noite para fazer uma visita à igreja; se a achava fechada, ficava de joelhos à porta, em profunda adoração ao Santíssimo Sacramento. A sua devoção à Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo era terníssima: os olhos enchiam-se-lhe de lágrimas todas as vezes que olhava para o crucificado. A Maria Santíssima não chamava senão “minha querida Mãe”.

Mais tarde, seu pai iniciou-o nos negócios públicos, e tão bem o fez que, quando Vladislau subiu ao trono da Boémia, Casimiro se tornou o herdeiro presuntivo do trono da Polónia. E, quando seu pai foi para a Lituânia, onde passou cinco anos a cuidar dos negócios daquele reino, ficou encarregado da Polónia e, de 1481 a 1483, administrou o Estado com grande prudência e justiça.

Por essa altura, seu pai procurou combinar o seu casamento com a filha de Frederico III, Imperador da Alemanha, mas Casimiro preferiu permanecer celibatário.

Pouco depois, ficou gravemente doente dos pulmões, e, como estava muito fraco por causa dos contínuos jejuns e mortificações, não recuperou. Durante uma viagem à Lituânia, faleceu na corte de Grodno, no dia 4 de Março de 1484. Os seus restos mortais foram sepultados na capela da Santíssima Virgem, na Catedral de Vilna, na Lituânia.

Quando, em 1604, o seu túmulo foi aberto, o seu corpo virginal estava perfeitamente conservado, e encontraram-lhe debaixo da cabeça uma cópia do seu hino preferido, “Omnes diaes”, dedicado a Nossa Senhora.

São Casimiro foi canonizado por Adriano VI, em 1522.


Foto: Atribuido a Agostino Masucci [Public domain]

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