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26/9 – Santos Cosme e Damião, Mártires

Estes dois irmãos, provavelmente gémeos, foram decapitados na perseguição de Diocleciano (284-305). Segundo a tradição, eram de alta linhagem, médicos e cristãos convictos. Os gregos chamam-lhes anargiros, que quer dizer sem dinheiro, porque eram muito desprendidos no exercício da sua profissão, e caritativos com os pobres e necessitados.

Nas actas do martírio de ambos, a história entrelaça-se com a lenda. Mas há nelas passagens que os mais exigentes críticos consideram serem uma reprodução exacta do processo oficial; por exemplo, o juiz que os interrogou em Egeia da Cilícia, na Ásia Menor, é uma personagem histórica bem conhecida.

Quando este os intimou a renunciar à fé e a sacrificar aos ídolos, eles responderam: “Os teus deuses são vãos, e puras aparências, nem sequer se lhes pode dar nome de homens, mas de demónios”.

Aquilo enfureceu o juiz, que mandou que lhes atassem os pés e as mãos, e os torturassem até que resolvessem sacrificar. Os dois irmãos passaram pelos piores tormentos sorrindo ao juiz, que mandou então que fossem decapitados.

Os cristãos do Oriente professaram, praticamente desde o início, uma profunda devoção a esses dois santos, em virtude das inúmeras curas operadas sobre o seu túmulo. O seu culto foi introduzido em Roma no século vi.

A Missa composta em sua honra está cheia da dupla ideia da cura e da salvação, evocando os dois médicos que curavam ao mesmo tempo corpos e almas.

Os nomes dos dois mártires figuram no cânon da Missa, logo após os dos mártires romanos.


Foto: DR

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