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21/4 – Santo Anselmo da Cantuária, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja

Anselmo nasceu em Aosta, Itália, filho do nobre Gondulfo e da piedosa Ermenberga, verdadeira matrona cristã. Formado na escola de sua mãe, entregou-se cedo à virtude e, segundo o seu primeiro biógrafo, era amado por todos, tendo muito sucesso nos estudos. Bons tempos aqueles, em que as pessoas virtuosas eram amadas e não perseguidas. Aos 15 anos, já se preocupava com altas questões metafísicas e teológicas e quis entrar num mosteiro. Mas os monges negaram-lhe a entrada por medo de desagradarem a seu pai.

Não podendo entrar no convento, Anselmo entregou-se aos poucos aos prazeres mundanos, só não chegando a excessos por amor a sua mãe, a quem não queria desagradar. Mas essa âncora, que ainda evitava que ele se afogasse no mar do mundo, faltou-lhe; com o falecimento da mãe, quando Anselmo tinha 20 anos, seu pai tornou-se mal-humorado e violento, maltratando frequentemente o filho. Anselmo resolveu então fugir de casa, acompanhado por um servo. Vagueou por Itália e França, conhecendo a fome e a fadiga, até que chegou ao Mosteiro de Bec, onde havia a escola mais afamada do século xi, dirigida por seu famoso conterrâneo Lanfranco.

Anselmo tornou-se discípulo e amigo de Lanfranco, e entregou-se de tal maneira ao estudo, que chegava a esquecer-se das refeições e do recreio. Os seus progressos eram tão admiráveis quanto sua amabilidade; começou rapidamente a ser conhecido como prodígio de saber, e os condiscípulos convenceram-se de que fazia milagres em consequência da sua piedade e virtude.

Lanfranco foi escolhido para ser Bispo de Cantuária, em Inglaterra e, em 1066, Anselmo foi eleito Abade de Bec. Foi sob a sua direcção que Bec alcançou a sua maior celebridade, sendo para a Normandia e Inglaterra o que Cluny era para a Borgonha, França e Itália

E Anselmo, que já havia sucedido a Lanfranco como Abade de Bec, foi escolhido pelo povo para lhe suceder, à sua morte, na Sé da Cantuária.

Na véspera da sua morte, Santo Anselmo, homem fecundo, sempre mergulhado em elucubrações metafísicas e teológicas, lamentava não ter tido tempo para escrever um tratado sobre a origem da alma, tema acerca do qual havia meditado constantemente.

Enfim, carregado de anos e de virtude, o santo faleceu no dia 21 de Abril de 1109, sendo canonizado pelo Papa Alexandre III.

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