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20/4 – Santa Inês de Montepulciano, Virgem

Santa Inês nasceu pelo ano de 1274 em Graciano Vecchio, nas margens do lago Trasimeno, pertencente a Montepulciano, que então fazia parte dos Estados Pontifícios. Com apenas quatro anos, já procurava um lugar solitário para se dedicar a Deus e às suas orações.

Quando tinha nove anos, estando numa peregrinação, um bando de corvos desceu sobre ela grasnando, procurando picá-la e vazar-lhe os olhos. O seu biógrafo afirma que era um exército de demónios, que presidia a uma casa de má fama das redondezas.

Nesse mesmo ano, pediu aos pais licença para entrar num convento e consagrar-se a Deus. Depois de muito insistir, obteve o que queria, com dispensa especial do Papa, e entrou no convento das religiosas del Sacco – assim chamadas por causa do áspero hábito que usavam –, que seguiam a Regra de Santo Agostinho.

Em 1281, o senhor do castelo de Proceno, feudo de Orvieto, pediu às religiosas de Montepulciano que mandassem algumas irmãs para Proceno, para fundar um mosteiro. Inês foi uma delas. Em 1288, apesar de ter somente 20 anos, foi eleita abadessa da comunidade. E logo começou a fama dos seus milagres: pessoas que sofriam de moléstias mentais e físicas eram curadas pela sua simples presença; e tinha o dom de multiplicar os pães, tendo-o feito em diiversas ocasiões. Entretanto, ela própria sofria de várias doenças, que duraram muito tempo.

Um dia, apareceu-lhe um anjo que lhe disse: “Chegou o momento de ires fundar uma casa na colina de Montepulciano, precisamente onde os demónios, sob a forma de corvos, te atacaram. Dedicarás o convento à Santíssima Trindade, à Santíssima Virgem e a São Domingos, a cuja Ordem irás pertencer daqui para a frente.”

Como conta Santa Catarina de Siena no seu Diálogo, Nosso Senhor, atendendo ao pedido de Santa Inês, fez com que os pães se multiplicassem em consequência da sua oração. Narra-se que Inês continuou a operar grandes milagres, como libertar possessos, curar um cego e um portador de doença incurável, ressuscitar mortos e converter libertinos.

Santa Inês entregou a sua puríssima alma ao Criador no dia 20 de Abril de 1316, exclamando: “O meu muito amado pertence-me e já não O deixarei!” Tinha 49 anos.

Os frades dominicanos andavam à procura de bálsamo para lhe embalsamar o corpo, quando constataram que ele produzia um doce perfume, e que os seus membros permaneciam flácidos e com movimento.

Cerca de 50 anos depois, o Beato Raimundo de Cápua, confessor de Santa Catarina de Siena, escreveu um relato da vida de Inês, no qual incluiu uma descrição do seu corpo, indicando que parecia que ela ainda estava viva. Santa Catarina, por sua vez, referia-se a ela como a “nossa mãe, a gloriosa Inês”. Santa Inês foi canonizada pelo Papa Bento XIII em 1726.


Foto: Sailko [CC BY-SA 4.0]

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