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18/12 – Expectação de Nossa Senhora ou Nossa Senhora do Ó

Esta festa teve a sua origem no décimo Concílio de Toledo, no século vi, que instituiu para este dia a festa da Expectação do Parto de Maria, que também tomou o nome de festa de Nossa Senhora do Ó. Isso porque, desde as vésperas, se começam a dizer, no ofício divino, nas antífonas ao Magnificat – que vão até as vésperas do nascimento do Menino –, invocações que começam em “Ó”. Nesse concílio estavam presentes três santos naturais da Península Ibérica: Santo Eugénio III, de Toledo; São Frutuoso, de Braga; e Santo Ildefonso, então abade, mas que seria o novo Arcebispo de Toledo.

As antífonas maiores que a Igreja põe nos lábios dos seus sacerdotes desde hoje até a véspera do Natal, e que começam sempre pela interjeição exclamativa “Ó”, interpretando o altíssimo fervor e os ardentes desejos da Igreja – que suspira pela vinda pronta de Jesus –, inspiraram ao povo ibérico, como foi dito, a formosa invocação de Nossa Senhora do Ó. É a Mãe de Deus como centro dos desejos dos antigos justos de Israel e dos fiéis cristãos de hoje, que, à uma e em afectuosa comoção, anelam pela aparição do Messias.

Antigamente, em Toledo, acabadas de dizer essas orações, todos os eclesiásticos que assistiam ao coro davam grandes brados de alegria, sem ordem nem concerto, em torno da letra “O”, para representar o desejo e a ânsia que os santos padres do limbo e todo o mundo tinham da vinda e do nascimento do seu universal Reparador e Redentor.

Por isso, a Expectação do parto não é simplesmente a ansiedade natural da jovem Mãe que espera o seu primogénito. É o desejo, inspirado e sobrenatural, da bendita entre todas as mulheres, que foi escolhida para Mãe do Redentor dos homens, para co-redentora da humanidade, pela vinda do Redentor do mundo.


Foto: DANYLLO HAMATE [CC BY-SA 4.0], via Wikimedia Commons

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