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12/2 – Santa Eulália, Virgem e Mártir

O Martirológio Romano traz a seguinte entrada neste dia: “Em Barcelona, Espanha, Santa Eulália, virgem, que, sob o Imperador Diocleciano, suportou o cavalete, garras de ferro e queimaduras de fogo. Depois, foi pregada numa cruz, onde recebeu o glorioso laurel do martírio.”

Esta mártir, que, segundo a tradição, sofreu o martírio neste dia do ano de 304, é a padroeira da catedral de Barcelona, e também dos marinheiros. As Actas da sua vida e do seu martírio foram copiadas já no século xii com elegante concisão pelo eclesiástico Renallus Gramaticus. A principal fonte histórica que temos é um hino em latim, de meados do século vii, do bispo Quiricus, de Barcelona, amigo e correspondente de Santo Ildefonso de Toledo.

Segundo essas Actas, Eulália pertencia a uma família genuinamente cristã, inimiga de vaidades e divertimentos, que procurava agradar só a Deus.

No ano 304, Maximiano, que compartilhava com Diocleciano o título de Imperador, começou crudelíssima perseguição aos cristãos. Eulália, então com 14 anos, ardia em desejo de oferecer a Jesus Cristo o sacrifício da sua vida. Mas os pais, para não exporem a filha a esse perigo, esconderam-na numa propriedade longe da cidade. Eulália, porém, conseguiu fugir e chegar à cidade, apresentando-se no palácio do juiz. Estando na presença do executor das ordens imperiais, invectivou-o energicamente por causa de sua idolatria. Este, pasmado com tanta coragem em tão pouca idade, entregou Eulália aos soldados para ser castigada, não sem antes procurar, pela simpatia, conquistar a adolescente para a religião oficial. Ela, porém, atirou para longe o turíbulo que lhe ofereciam para incensar as imagens das divindades pagãs; foi o bastante para ser entregue à tortura, como está descrita no Martirológio Romano.

O poeta Prudêncio, autor dessa narração, diz que, no momento da morte da donzela, o próprio algoz viu a alma da mártir subir ao Céu em forma de pomba.

Eulália morreu em 304, e o seu corpo, segundo alguns, foi repousar na cidade de Mérida, onde ocorrerra o martírio. Segundo outra fonte, até 23 de Novembro de 874, o corpo da mártir jazeu fora dos muros de Barcelona, na igreja de Santa Maria del Mar. Nessa data, tanto o corpo quanto o túmulo foram transferidos para a catedral pelo bispo Frodonius.

São Gregório de Tours (538-594) conta que, no adro dessa igreja, existiam três árvores que no dia da festa de Santa Eulália, se cobriam de flores aromáticas, e que estas, aplicadas aos doentes, os curavam das suas enfermidades.


Foto: Magí Pujadas (litography) [Public domain], via Wikimedia Commons

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