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Ele não pode receber as cinzas…

Nos últimos anos tem havido um fenômeno interessante, não só na Europa mas também em outras partes do mundo: o batismo de adultos. São pessoas que, por diversas razões — dentre as quais o laicismo das últimas quatro ou cinco décadas — não receberam o batismo e espontaneamente se convertem, pedindo esse sacramento fundamental, tornando-se assim filhos da Santa Igreja e parte do Corpo Místico de Cristo.

Dentre estes veio à tona, nos últimos dias, o nome de Quentin Deranque, jovem lionês, estudante de matemática, que além de se converter ao catolicismo levou seus pais a redescobrirem a Fé. Descrito como extremamente gentil e pacífico, interessado em assuntos religiosos e filosóficos, teve um fim trágico, ao menos materialmente: foi assassinado por membros da extrema esquerda, que se intitulam anti-fascistas.

Ele vinha descobrindo o mundo conservador, a história e os movimentos monarquistas, e fora chamado na quinta-feira, 12 de fevereiro, para ajudar voluntariamente na proteção de um coletivo feminino francês, chamado Nemesis, que denuncia abusos e violências sofridos por muitas jovens, notadamente por parte de imigrantes — em sua maioria islâmicos. Por esse motivo são taxadas de “fascistas” pela mídia; apesar de serem mulheres, são odiadas pelas feministas…

O grupo dirigia-se a uma conferência de uma deputada europeia pertencente ao LFI (France Insoumise), da mesma corrente política, a franco-palestina Rima Hassan, conhecida por posições polêmicas ligadas ao movimento “woke”, que preconiza uma dívida histórica dos Estados europeus, considerados num todo como “racistas”, além de manifestar claramente o que se chama em francês de islamo-gauchisme, isto é, uma aliança protetiva da esquerda em relação à imigração e ao terrorismo islâmicos. O objetivo era abrir um cartaz e fazer uma denúncia durante a conferência organizada pela Faculdade de Ciências Políticas, também dominada por tais ideias, no que não faz exceção em relação ao restante do mundo.

As jovens do “Nemesis” foram logo expulsas e, na rua, passaram a sofrer agressões não apenas verbais por parte dos autodenominados “antifas”. Chamaram então algumas pessoas, dentre as quais Quentin, para ao menos lhes assegurar defesa. Algum tempo depois, já um pouco mais afastados, uma emboscada foi preparada: três conservadores foram isolados e teve início o linchamento. Dois conseguiram escapar; a vítima escolhida foi o recém-batizado.

O título em epígrafe veio-me à mente enquanto assistia à missa de quarta-feira de cinzas, já passados seis dias do fato narrado. Quanto esse jovem gostaria de ter recebido as cinzas; quanto ainda poderia fazer pela Igreja, por sua família, por sua pátria… Mas esperamos que esteja em lugar melhor, na Luz eterna.

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