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26/11 – São Leonardo do Porto Maurício, Confessor

“Solícito e valente pregador da divina palavra, escolhidíssimo operário na vinha do Senhor”, como disse o Papa Pio XI ao nomeá-lo patrono dos sacerdotes que se dedicam às missões, foi “posto pela Divina Providência, naquele século xviii racionalista, frívolo e decadente, ‘o mais baixo dos séculos’, para pregar Jesus crucificado e renovar a piedade, perturbada pelo jansenismo hipócrita e frio”, acrescenta o biógrafo do santo, Isidoro de Villapadierna.

Com São Leonardo de Porto Maurício, vemos mais uma vez a importância da família na formação de um santo. Seu pai, Domingos Casanova, capitão de navio, possuía uma fé sólida e uma virtude sincera. O mesmo pode-se dizer de sua mãe adoptiva, que substituiu a mãe carnal quando o menino tinha apenas dois anos de idade. No dia do seu baptismo, que teve lugar no próprio dia de seu nascimento – 20 de Dezembro de 1676 –, Leonardo recebeu os nomes de Paulo Jerónimo. Ainda pequeno, aprendeu a rezar o terço em louvor a Nossa Senhora, de quem foi sempre devoto.

Menino sério e piedoso, depois das primeiras letras foi para Roma, onde um tio paterno se encarregou da sua formação intelectual. Estudou no famoso Colégio Romano, e inscreveu-se na Congregação dos Doze Apóstolos, dirigida por jesuítas, e na de São Felipe Neri.

Aos vinte e um anos, Paulo Jerónimo decidiu-se a entrar no Convento de São Boaventura, conhecido por Riformella por abrigar um ramo dos Frades Menores reformado por São Pedro de Alcântara. Trocou então o seu nome para o de Leonardo. Ordenado sacerdote em 1702, foi encarregado do ensino da filosofia.

Destinado depois à pregação, São Leonardo transformou-se num ardente missionário – Santo Afonso de Ligório, seu contemporâneo, chama-lhe o grande missionário do século –, cujo zelo não desdenhava nenhum auditório, tratasse-se do Papa ou de cardeais, de professores e alunos universitários, de militares ou pobres de qualquer condição. Ele unia a vida activa à contemplativa e ao mais estrito cumprimento das regras de sua Ordem, acrescentando severa vida de penitência.

São Leonardo iniciava as suas missões plantando um cruzeiro, “compêndio de tudo quanto vamos pregar nesta missão; ou seja, Jesus Crucificado”. Outras devoções que pregava eram ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, então quase em esquecimento por causa da mentalidade jansenista.

O Grão-duque Cosme Médici III, da Toscana, e sua família, tornaram-se ardentes admiradores de Frei Leonardo. A pedido do duque, o santo evangelizou todos seus Estados, com copiosos frutos.

O santo pregou, durante quarenta e quatro anos, exactamente 339 missões, como consta do diário de seu inseparável companheiro, Frei Diego de Florença.

São Leonardo de Porto Maurício faleceu no dia 26 de Novembro de 1751, aos setenta e quatro anos.


Foto: [Public domain], via Wikimedia Commons

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