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25/11 – Santa Catarina de Alexandria, Mártir

Sendo uma das mais célebres mártires dos primeiros séculos, desde tempos imemoriais que Santa Catarina era venerada no mosteiro do Monte Sinai quando, no século xv, os monges descobriram o seu corpo. O seu culto irradiou a partir do Monte Sinai, e a sua festa foi incluída no calendário litúrgico por João XXII (1316-1334). Filósofos e estudantes, amoladores, moleiros, carpinteiros, curtidores, torneiros e fiandeiros escolheram-na como patrona.

Segundo uma das versões que correm a respeito da santa, muitas vindas da Idade Média, Catarina era de nobre origem, e nasceu em Alexandria, no Egipto, em fins do século iii.

Bem pequena ainda, começou a instruir-se nas verdades da santa religião e, dotada de uma inteligência superior, mais tarde aprofundou na ciência teológica, dedicando-se também ao estudo das ciências profanas. Tendo apenas dezoito anos, em discussões públicas, confundiu os maiores filósofos da sua cidade natal. Nesse tempo, o Imperador Maximino tinha decretado nova perseguição aos cristãos e à sua doutrina. Tendo conhecimento do grande preparo de Catarina, prometeu um prémio ao filósofo que conseguisse afastar a jovem da religião cristã.

Na discussão pública para a qual Catarina foi convidada, puseram em acção todo o aparato das argumentações sofísticas para desorientar a donzela. Catarina, porém, iluminada pelo Espírito Santo, respondeu-lhes com tanta clareza e sabedoria, que os seus opositores abandonaram os erros e pediram a admissão no número dos catecúmenos. Todos morreram pela fé, à qual se tinham convertido.

O Imperador, surpreendido pelo seu inesperado êxito na discussão, procurou pessoalmente ganhar as simpatias de Catarina, para destarte a fazer abandonar o cristianismo. Entre outras muitas promessas que lhe fez, estava a de a elevar à dignidade de Imperatriz. Catarina, porém, rejeitou todas as pretensões do tirano, não querendo reconhecer por esposo do coração senão o divino Salvador.

Maximino mudou então de táctica e, em vez do amor, que não lhe tinha, revelou o ódio sem limites contra a religião de Cristo e contra a nobre donzela. Durante onze dias, Catarina foi sujeita a toda a sorte de sofrimentos: duras flagelações revezavam-se com desumanas privações. O resultado foi que muitas pessoas que visitaram a pobre vítima das iras imperiais se converteram ao cristianismo. Esta circunstância provocou mais ainda o furor do déspota, que deu ordem para Catarina ser colocada sobre uma roda com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Catarina fez o sinal da cruz sobre o instrumento do martírio, e este desconjuntou-se imediatamente, facto que causou a máxima admiração e determinou a conversão de outros pagãos. Maximino não ousou aplicar outras medidas, com receio de se tornar propagandista do cristianismo; por isso, deu ordem para que Catarina fosse decapitada. A jovem cristã recebeu jubilosa esta sentença e saudou o dia que lhe ia proporcionar a maior das venturas: a união com o celestial esposo.

Diz a história da vida de Santa Catarina que o corpo da santa foi levado pelos Anjos ao Monte Sinai. Falcónio, arcebispo de São Severino, referindo-se a esta lenda, diz: “Os Anjos, isto é, os religiosos do convento de Sinai, levaram o corpo da mártir ao monte santo, onde o sepultaram com todas as honras.” A maior parte das relíquias de Santa Catarina acha-se de facto no Mosteiro de Sinai.

Santa Catarina é considerada uma grande mártir tanto pela Igreja oriental como pela ocidental, e figura entre os catorze santos auxiliadores.


Foto: Caravaggio [Public domain], via Wikimedia Commons

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