Nos últimos meses, a Europa tem assistido a um preocupante aumento de episódios de violência coordenados por grupos da extrema-esquerda, que se autodenominam antifas, dirigidos contra auqeles que, de forma pacífica, se manifestam em defesa de valores fundamentais como a família e a religião cristã. Dois acontecimentos recentes — um em França, no mês de fevereiro, e outro em Portugal, já em março — levantam sérias questões sobre o estado da liberdade de expressão daqueles que ousom discordar da podridão do mundo hodierno.
No passado sábado, em Lisboa, a tradicional Marcha pela Vida decorreu no centro da cidade reunindo milhares de participantes. Famílias, jovens e idosos caminharam lado a lado, expressando de forma serena a sua defesa da vida humana e dos valores que consideram essenciais para a sociedade. No entanto, aquilo que deveria ser uma manifestação pacífica terminou com um episódio alarmante: um indivíduo de tendência anarquista, segundo a PSP (Polícia de Segurança Pública), lançou um objeto incendiário — descrito como um cocktail molotov — contra os participantes. Felizmente, não houve feridos, mas o gesto não deixa de ser profundamente perturbador.
Este incidente não pode ser encarado como um caso isolado ou fruto do acaso. Ele insere-se num clima mais amplo de intolerância crescente contra aqueles que ousam afirmar publicamente convicções conservadoras, especialmente quando estas estão ligadas à defesa da vida, da família tradicional e da fé religiosa.
Poucas semanas antes, em Lyon, França, um episódio ainda mais trágico: a morte de Quentin Derranque, um jovem católico cuja vida foi brutalmente interrompida por um grupo de antifas, que o agrediu até a morte. O simbolismo do ocorrido é inegável: há hoje, em nos setores da extrema-esquerda, da sociedade europeia, uma tentativa de intimidação contra todos os que discordam das atuais políticas de destruição cultural e religiosa que assolam o continente.
O que une estes dois acontecimentos, separados por fronteiras mas próximos no tempo, é um denominador comum inquietante: a tentativa de silenciar, através da intimidação ou da violência, aqueles que defendem valores tradicionais. Trata-se de uma inversão perigosa dos ditos princípios democráticos. A liberdade de expressão — tantas vezes invocada — parece ser cada vez mais seletiva, protegendo apenas certas opiniões enquanto marginaliza ou até demoniza outras.
Fevereiro em França e março em Portugal poderão vir a ser recordados não apenas pelos incidentes em si, mas como sinais de alerta. Cabe agora à sociedade europeia decidir se ignora esses sinais ou se reafirma, com coragem, os seus valores, que, inevitavelmente, têm como base a Civilização Cristã.