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16/10 – Santa Margarida Maria Alacoque, Virgem

No século xvii, no campo religioso, o jansenismo – que era uma espécie de infiltração do espírito calvinista protestante dentro da Igreja – causava grandes estragos nas almas dos fiéis da filha primogénita da Igreja, destruindo nelas a noção da misericórdia de Deus e da confiança filial que devemos ter em relação ao Pai Celeste, inculcando nelas um temor desprovido de amor, fazendo-as fugir dos sacramentos, sobretudo da Eucaristia.

Foi então que o Sagrado Coração de Jesus apareceu a Margarida Maria, jovem religiosa da Ordem da Visitação, fundada por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal, para lhe transmitir a sua mensagem de misericórdia e confiança, expressa no Coração humano e divino do Verbo encarnado.

Filha de Cláudio Alacoque e de Felisberta Lamyn, Margarida Maria foi a quinta dos sete filhos do casal, nascida a 22 de Julho de 1647.

Deus queria-a só para Si. Por isso, como ela conta na sua autobiografia, protegeu-a praticamente desde o berço da mais leve mancha de pecado. O Divino Mestre dirigiu-a nos segredos da vida interior, para que a sua comunicação fosse só com o Céu.

Santa Margarida Maria era uma grande mística, e vivia quase por completo imersa no sobrenatural. Entrou na Visitação, em Paray le Monial, aos 23 anos, e aí recebeu as três grandes revelações do Sagrado Coração de Jesus que estão na origem do admirável desenvolvimento que essa devoção encontrou em todo o mundo.

Santa Margarida Maria morreu em 17 de Outubro de 1690. O seu corpo repousa sob o altar que lhe é dedicado na capela das visitandinas. Foi canonizada por Bento XV, em 1920.

Citamos aqui, para proveito dos nossos leitores, a primeira das grandes revelações. “O meu divino Coração está tão abrasado de amor para com os homens, e em particular para contigo, que, não podendo já conter em si as chamas da sua ardente caridade, tem necessidade de as derramar por teu intermédio e de as manifestar para vos enriquecer com os seus preciosos tesouros, que Eu te mostro, os quais contêm a graça santificante e as graças salutares indispensáveis para vos apartar do abismo da perdição”.


Foto: Corrado Giaquinto [Public domain]

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