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9/6 – Pentecostes

A festa de Pentecostes encerra o período pascal; foi o grande dom de Cristo ressuscitado, que subiu ao Céu e assumiu o seu lugar na glória de Deus. Glorificado à direita do Pai – disse São Pedro –, enviou o Espírito Santo para conduzir os Apóstolos e toda a Igreja (Act 2).

Jesus havia prometido enviar o Espírito Santo para ser a força e a luz da Igreja: “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, Ele dará testemunho de Mim” (Jo 15,26).

“Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins do mundo” (Act 1, 8)

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Act 2, 1-4).

Segundo tradição largamente aceite e promovida pela Igreja, Nossa Senhora estava também no Cenáculo, mas no recinto reservado às mulheres, segundo o antigo costume judaico.

O Espírito Santo desceu com forma de línguas de fogo. Segundo tradição largamente assente, desceu primeiro sobre Nossa Senhora e dela se comunicou aos Apóstolos e aos discípulos. Por isso, na iconografia medieval, é comum encontrar a imagem de Nossa Senhora sob o marco da porta que separava o recinto dos homens do das mulheres, recebendo o Espírito Santo. Porém, mais frequentemente ainda, encontra-se Nossa Senhora no centro e os Apóstolos em volta dela no momento de receber o Espírito Santo.

Os festejos do Divino Espirito Santo são marcados pela esperança da promessa de Cristo de que o Espírito Santo viria renovar todas as coisas. De facto, este colossal evento foi o início da pregação da Igreja, da conversão dos povos e da evangelização que deve continuar até ao fim dos tempos.


Foto: Alberto Sampaio Museum [Public domain]

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