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8/5 – São Pedro de Tarantásia, Bispo e Confessor

São Pedro nasceu em Viena do Delfinado, França, por volta do ano de 1102. Seus pais eram de condição humilde, mas deram aos filhos a riqueza da religião católica bem vivida. A sua casa era um abrigo de pobres e peregrinos, e um asilo para religiosos, que pagavam generosamente a hospitalidade com santas instruções, e com as suas orações e os seus exemplos. O pai do santo, que também se chamava Pedro, é chamado nos anais de Cister “o bem-aventurado Pedro”; sua mãe, ao ficar viúva, tornou-se religiosa e abadessa. Um dos seus irmãos, Lamberto, abade, é também chamado santo, o outro foi religioso, e sua irmã foi religiosa no mosteiro onde a mãe era abadessa. Assim, foi numa família de santos que Pedro nasceu.

Quando seu irmão Lamberto começou os seus estudos, Pedro, sem que ninguém o percebesse, escutava as lições e estudava por si. Com uma memória prodigiosa, guardava tudo para mais tarde, já sozinho, repisar o que tinha aprendido. Aos 20 anos, obteve do pai licença para entrar na abadia de Bonnevaux, dos cistercienses, onde viveu 10 anos.

Como sabia bem obedecer, concluíram que também saberia mandar, e encarregaram-no de fundar uma abadia em Tamié, na Arquidiocese de Tarantásia, nas montanhas da região entre Genebra e a Sabóia.

Quando, em 1138, a sede da Arquidiocese de Tarantásia vagou, tendo o arcebispo sido deposto por mau uso dos bens da arquidiocese, São Pedro foi escolhido para o substituir. O santo não queria aceitar tal honra, mas o Capítulo Geral de Cister, e em particular São Bernardo, declararam-lhe como dever sujeitar-se à vontade de Deus.

O santo foi encontrar o clero da catedral pouco disciplinado e negligente, e substituiu-o por cónegos regulares de Santo Agostinho. Obrigou os padres que tinham usurpado bens das suas igrejas a restituí-los; proveu as igrejas da arquidiocese do que era necessário para a dignidade do culto divino; fundou um hospital para os pobres e enfermos, e a sua própria casa tornou-se um asilo no qual eram recebida toda sorte de indigentes, estrangeiros e enfermos.

Com a sua fama de santidade em crescendo, para fugir à popularidade, São Pedro vestiu-se de mendigo e fugiu para a Alemanha, para um convento da sua Ordem, onde o esperava um papel importantíssimo: combater o cisma provocado por Frederico Barba-Roxa, que levantara um antipapa, na pessoa de Vitor III. O Arcebispo de Tarantásia foi quase o único súbdito do Império que se declarou pelo Papa legítimo, Alexandre III, no que foi seguido pela Ordem de Cister em peso.

Este Papa chamou-o a Roma, aonde Pedro chegou com muitas pregações e milagres pelo caminho. Em 1170, o Papa encarregou-o de reconciliar Henrique II, Rei da Inglaterra, com Luís VII de França. O santo foi recebido pelos dois reis nos confins da França com a Normandia, mas não pôde ver o fim das negociações. Já tinha havido 15 anos de guerra; o rei francês repudiara a rainha infidelíssima, sua esposa, mas esta levara para Inglaterra, como dote próprio, boa parte da França. Foram necessários mais quase três séculos e a santidade de Santa Joana d’Arc para o assunto se resolver.

Multiplicando prodígios, São Pedro de Tarantásia dirigia-se para o convento de Bellevaux, onde era esperado com impaciência, quando uma indisposição o obrigou a descansar à margem da estrada, junto a uma fonte. Aí entrou em agonia e foi transportado para Bellevaux, onde faleceu no dia 8 de Maio de 1174.


Foto: DR

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