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16/8 – Santo Estevão rei, Confessor

Santo Estevão nasceu em 977, filho de Geysa, quarto duque dos húngaros, que havia se convertido do paganismo ao cristianismo graças ao empenho de sua virtuosa esposa, Sarolta. Recebeu o nome do protomártir em seu louvor. A criança soube pronunciar o nome admirável do Salvador antes de saber pedir o pão e de saudar seu pai e sua mãe. Viram-se nele, desde a infância, tão belas inclinações para a piedade, que não se duvidou de que levaria avante fielmente o que o Céu havia prometido e predito.

O menino recebeu como tutor Teodato, Conde da Itália, que, de comum acordo com Santo Adalberto, Bispo da Boémia, o fez progredir nas sendas da virtude e da ciência. Os conhecimentos com que ilustrou a sua inteligência e as virtudes com que adornou a sua alma fizeram de Estevão o Príncipe mais completo do seu século.

Quando Estevão atingiu os 15 anos, seu pai confiou-lhe parte dos negócios do Estado e, vendo que Deus o havia dotado de uma prudência singular, não tomava nenhuma medida importante sem ouvir o seu parecer. Um pouco mais tarde, confiou-lhe também o comando do exército.

No ano de 997, duas mortes feriram o generoso coração de Estevão: a de seu pai, a quem havia de suceder, e a de Santo Adalberto, que considerava seu pai espiritual. Este, tendo ido evangelizar os povos da Prússia, lá obteve a coroa do martírio.

O primeiro cuidado de Estevão após ascender ao trono ducal foi  fazer a paz com os seus vizinhos, para poder dedicar-se ao estabelecimento do cristianismo nos seus Estados. Bem sucedido na primeira empresa, não o foi na segunda, pois alguns dos seus vassalos, ainda muito apegados ao paganismo e às superstições, levantaram-se em armas contra ele, atacando a cidade de Veszprem, a mais importante do Ducado depois de Esztergom.

Estevão preparou-se com jejum e oração para a campanha militar. E, embora contasse com um número inferior de soldados, desbaratou o inimigo.

Livre assim para prosseguir os seus desígnios, edificou igrejas e mosteiros. E, para evangelizar o seu povo, mandou ir de outros países sacerdotes e religiosos recomendáveis pela sua piedade, alguns dos quais viriam a receber a coroa do martírio.

Mas faltava ao jovem Duque a chancela do Sumo Pontífice. Por isso, enviou uma embaixada a Roma com a finalidade de oferecer ao Pai comum da cristandade aquele novo Estado cristão, e de lhe pedir a bênção apostólica e a confirmação das dioceses criadas. E sobretudo, que ele concedesse ao novo Duque cristão o título de Rei, para que este pudesse levar avante com mais autoridade tudo o que pudesse servir para a propagação da fé e da verdadeira religião.

O Pontífice concedeu então ao Duque magiar o título de Rei, e a coroa oferecida pelo Papa tornou-se para os húngaros, não apenas uma relíquia, mas o símbolo da sua própria nacionalidade. A cruz da coroa ficou um tanto inclinada devido a um acidente, e assim se mantém até os nossos dias.

Como todos os eleitos de Cristo, Estevão foi agraciado com a cruz. Durante três anos, foi atormentado por dores agudas e violentas; e perdeu os filhos, restando-lhe apenas o mais velho, Américo, no qual, pelas suas disposições à virtude, depositara todas as esperanças: ele era o consolo da sua vida e a esperança da sua velhice. Mas Deus quis também conduzir esse filho ao reino do Céu, para o qual estava tão maduro que foi depois elevado à honra dos altares.

Santo Estevão faleceu no dia da Assunção de 1038, tendo sido canonizado pelo Papa Inocêncio XI em 1686.

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