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16/5 – São Simão Stock, Confessor

Simão nasceu em 1165, no castelo de Harford, condado de Kent, Inglaterra, do qual seu pai era governador. Alguns escritores julgam mesmo que tinha relações de parentesco com a família real inglesa.

A família, cristã e pia, proporcionou-lhe uma formação intelectual e religiosa aprimorada. Aluno aplicado e inteligente, frequentou o colégio de Oxford desde os 7 anos.

Perseguido pela inveja do irmão mais velho, e atendendo a uma voz interior que lhe inspirava o desejo de abandonar o mundo, deixou o lar paterno na idade de 12 anos, encontrando refúgio numa floresta isolada.

Um enorme carvalho, cujo tronco apodrecido formara uma cavidade suficiente para nela colocar uma cruz, uma imagem de Nossa Senhora e se recostar, serviu-lhe de oratório e habitação. Empregava o tempo na contemplação das coisas divinas, na oração e em austeridades. Assim viveu cerca de 20 anos.

Nossa Senhora revelou-lhe então o seu desejo de que ele se juntasse a certos monges que iriam a Inglaterra, provenientes do Monte Carmelo, na Palestina, “sobretudo porque aqueles religiosos estavam consagrados de um modo especial à Mãe de Deus”. Apesar do grande atractivo que tinha pela solidão, Simão voltou para a casa dos pais e retomou o curso dos seus estudos. Formou-se em Teologia e recebeu as sagradas ordens. Enquanto aguardava a chegada dos referidos monges, o P.e Simão Stock dedicou-se à pregação.

Finalmente, no ano de 1213, chegaram dois frades carmelitas, e ele pôde receber o hábito dessa Ordem em Aylesford.

Em 1215, tendo chegado aos ouvidos de São Brocardo, segundo Geral latino do Carmo, a fama das virtudes de Simão, quis tê-lo como coadjutor na direcção da Ordem; em 1226, nomeou-o Vigário-Geral de todas as províncias europeias.

São Simão teve de fazer frente, nessa ocasião, a uma verdadeira tormenta contra os Carmelitas na Europa, suscitada pelo demónio através de homens ditos zelosos pelas leis da Igreja. Estes queriam, a todo custo, suprimir a Ordem, sob pretexto de ser nova e instituída sem a aprovação da Igreja, contrariamente ao que dispunha o IV Concílio de Latrão.

Simão enviou delegados ao Papa Honório III, para o informar da perseguição de que os Carmelitas estavam a ser vítimas e pedir a sua protecção. O Soberano Pontífice delegou dois comissários para examinarem a questão. Estes, conquistados pelos adversários, opinaram pela supressão dos Carmelitas. Mas a Santíssima Virgem apareceu a  Honório III, ordenando-lhe que aprovasse as Regras do Carmo, confirmasse a Ordem e a protegesse contra os seus adversários. O Sumo Pontífice assim fez, mediante uma bula na qual declarou legítima e conforme aos decretos de Latrão a existência legal da Ordem dos Carmelitas, e a autorizou a continuar as suas fundações na Europa.

No Capítulo da Ordem de 1245, São Simão foi eleito 6.° Prior Geral.  Abandonado de auxílio humano, recorreu à Virgem, pedindo-lhe que fosse propícia à sua Ordem, tão provada, e desse um sinal da sua aliança com ela.

Na manhã do dia 16 de Julho de 1251, suplicava com maior empenho à Mãe do Carmelo a sua protecção, recitando a bela oração por ele composta, “Flos Carmeli”, quando, segundo o próprio relatou ao P.e Pedro Swayngton, seu secretário e confessor, de repente “a Virgem apareceu-me em grande cortejo, e, tendo na mão o hábito da Ordem, disse-me: ‘Recebe, dilectíssimo filho, este escapulário da tua Ordem como sinal distintivo e marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de protecção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno.’”

São Simão atingiu extrema velhice e altíssima santidade, operando inúmeros milagres e tendo obtido o dom das línguas.

Apesar da idade, viajou pela Europa erigindo inúmeros mosteiros, e atribui-se-lhe a fundação das Confrarias do Santo Escapulário.

Já centenário, passando um dia por Bordeaux, França, quando se dirigia a Toulouse para o Capítulo Geral da Ordem,  entregou a alma a Deus, a 16 de Maio de 1265.


Foto : Igreja de Santa Madalena [Public domain]

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