Category Archives: Tesouros da Fé

Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, guerreiro e santo

Nascido em 1360, no Castelo de Sernache de Bonjardim, filho de um dos mais ilustres senhores do reino, D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem Militar dos Hospitalários, teve D. Nuno a educação militar dos nobres.

Aos 16 anos casou-se com D. Leonor de Alvim, muito virtuosa e tida como a mais rica herdeira do reino.

Tiveram três filhos: dois meninos, que morreram cedo, e uma menina, D. Beatriz, que foi tronco da Casa de Bragança.

Porém Nuno não se satisfazia com ser pacato castelão. Lembrava-se do dia em que fora armado cavaleiro, dos juramentos solenes que fizera, e perguntava a si mesmo:

“Passarei toda a vida assim? Para isto recebi tão solenemente a espada, sobre a qual fiz tão sérias promessas?”

O Rei D. Fernando, o formoso, entregara grande parte do reino ao invasor castelhano, sem qualquer resistência; homem apático, mole, desfibrado, mereceu de Camões o severo juízo: “um fraco rei faz fraca a forte gente”.

E havia também o “grande desvario”: Fernando ousara colocar no trono de Sta. Izabel, como Rainha de Portugal, a legítima esposa de um fidalgo que exilara — D. Leonor Teles, “a aleivosa”.

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Imaculada Conceição: a grande confirmação das aparições de Lourdes

O 8 de dezembro é uma das grandes datas do santuário de Lourdes.

É a festa da Imaculada Conceição, que está no cerne da devoção a Nossa Senhora de Lourdes.

Nossa Senhora ali apareceu a 11 de fevereiro de 1858 ― a máxima festa de Lourdes ― para confirmar esse dogma, proclamado solenemente alguns anos antes pelo Bem-aventurado Papa Pio IX, para entusiasmo da Cristandade e humilhação da iniquidade anti-católica.

Uma procissão excepcional é organizada para as 21:00 horas.

Ninguém falta a ela e o cortejo com velas se põe em marcha, saindo da Gruta sagrada, percorrendo toda a esplanada e culminando ao chegar diante das basílicas.

As Ave-Marias são rezadas nas línguas dos grupos mais numerosos.

Após cada mistério, canta-se o bem conhecido hino Ave, Ave, Ave Maria, cuja letra difere, nas diversas línguas.

Mas na hora do estribilho Ave, Ave, Ave Maria, a multidão estremece erguendo as velas em uníssono.

Naquele momento, dir-se-ia que a obra da Santíssima Virgem nos corações apaga os efeitos da maldição da torre de Babel.

Após a bênção final, o pequeno número de eclesiásticos presentes tem dificuldade para conter o entusiasmo da multidão que quer tocar a piedosa imagem que preside a procissão.